Nandó será sepultado hoje no Alto das Cruzes

Nandó será sepultado hoje no Alto das Cruzes


Luanda — O antigo Vice-Presidente da República, Fernando da Piedade Dias dos Santos, conhecido como Nandó, será sepultado esta segunda-feira, dia 22, no Cemitério do Alto das Cruzes, num momento de recolhimento e homenagem a uma das figuras mais marcantes da história política recente de Angola.
Ao longo da sua trajectória pública, Fernando da Piedade Dias dos Santos exerceu altas funções de Estado, com especial destaque para os cargos de Vice-Presidente da República e Presidente da Assembleia Nacional, deixando um legado reconhecido no fortalecimento e na consolidação das instituições democráticas do país.
Nascido a 5 de Março de 1950, ingressou no MPLA em 1971. Após a independência nacional, em 1975, iniciou a sua carreira no Corpo de Polícia Popular de Angola (CPPA), onde se destacou pela rápida ascensão, tornando-se chefe de divisão em 1978.
Entre 1982 e 1995, integrou o grupo de quadros que estiveram na génese do Ministério do Interior de Angola, desempenhando diversas funções estratégicas ligadas à organização da segurança interna e da administração do Estado. Ao longo desse período, exerceu cargos como ministro do Interior, comandante-geral da Polícia Nacional, chefe dos Serviços de Informação, vice-ministro do Interior e da Segurança do Estado, entre outras responsabilidades de elevado peso institucional.
Em Dezembro de 2002, assumiu o cargo de Primeiro-Ministro, função que exerceu até 2008, de acordo com a Constituição então em vigor. Com a aprovação da Constituição de 2010, que extinguiu o cargo de Primeiro-Ministro, foi nomeado Vice-Presidente da República de Angola, posição que ocupou até 2012.
No poder legislativo, destacou-se pela sua liderança à frente da Assembleia Nacional de Angola, instituição que presidiu entre 2008 e 2010 e novamente de 2012 a 2022, período marcado pelo reforço do debate parlamentar e da estabilidade institucional.
A partida de Nandó representa a perda de uma figura central da vida política angolana. O seu percurso fica associado a décadas de serviço público, disciplina de Estado e compromisso com a construção e consolidação das instituições nacionais, deixando uma marca indelével na história de Angola.

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