Albino Pakissi diz que André Ventura não é racista e compara o seu nacionalismo ao de Jonas Savimbi

Albino Pakissi diz que André Ventura não é racista e compara o seu nacionalismo ao de Jonas Savimbi



As recentes declarações do comentador e analista político Albino Pakissi reacenderam o debate público em torno da figura de André Ventura, líder do partido português Chega, frequentemente classificado por críticos como de extrema-direita e acusado de discursos racistas e xenófobos, sobretudo pelas suas posições sobre imigração e minorias étnicas.

Amigo de longa data de André Ventura, Albino Pakissi afirmou que o político português “não é racista”, defendendo que se trata, acima de tudo, de um nacionalista convicto, estabelecendo inclusive uma comparação com Jonas Savimbi, líder histórico da UNITA, a quem descreveu como alguém que colocava “o angolano em primeiro lugar”.

“Como pessoa que conhece André Ventura há mais de 20 anos, devo dizer que ele é o mesmo de sempre. É muito sincero e conhece Angola e os países africanos muito bem”, afirmou Pakissi, sublinhando que muitas das posições de Ventura são, no seu entender, mal interpretadas pela opinião pública.

Segundo o comentador, o discurso do líder do Chega não é dirigido contra os povos africanos, mas sim contra práticas de governação que, na sua perspetiva, prejudicam as populações. “O que André Ventura tem dito é que os governantes africanos devem mudar de postura e beneficiar os seus povos. E eu concordo com ele”, frisou.

Estas declarações surgem num contexto político marcado por reflexões mais amplas sobre democracia, convivência política e pluralismo. Recentemente, durante as comemorações do 50.º aniversário da Independência Nacional, o Presidente da República, João Lourenço, destacou no seu discurso temas como a unidade nacional, a maturidade democrática e a responsabilidade dos líderes num período de profundas transformações sociais e económicas.

Poucos dias depois, o general Higino Carneiro, que já assumiu publicamente a sua candidatura à liderança do MPLA no congresso deste ano, destacou como exemplo de sã convivência política o debate entre André Ventura e José Luís Carneiro (conhecido como Seguro), realizado em Portugal no âmbito da campanha eleitoral, defendendo o confronto de ideias como pilar essencial da democracia.

As diferentes posições e reações refletem um momento de intensa reflexão política em Angola, num ano simbólico que assinala meio século de independência, mas também levanta questões sobre liderança, governação, tolerância política e o futuro do diálogo democrático.

O BL NEWS continuará a acompanhar estes temas com rigor, pluralismo e compromisso com a informação responsável.

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