ANGOLA INVESTE FORTE NA LIGAÇÃO FERROVIÁRIA: QUASE 5 MIL MILHÕES DE EUROS PARA UNIR MALANJE, BIÉ E CUBANGO
O João Lourenço deu luz verde a um dos maiores investimentos recentes no sector dos transportes em Angola: quase 5 mil milhões de euros destinados à construção da ligação ferroviária entre Malanje, Kuito e Menongue, no âmbito do Caminho-de-Ferro de Angola.
A decisão, aprovada por ajuste directo, surge como resposta à necessidade urgente de reforçar a infra-estrutura ferroviária nacional e impulsionar o desenvolvimento económico e a integração territorial das províncias de Malanje, Bié e Cubango.
Segundo o despacho presidencial, a actual situação ferroviária tem causado “danos irreparáveis” nas deslocações de famílias e também impactos negativos para o Executivo. Para inverter este cenário, foi desenhado um ambicioso projecto de 738 quilómetros, dividido em quatro lotes estratégicos.
COMO SERÁ DISTRIBUÍDO O INVESTIMENTO?
O plano contempla diferentes troços com valores robustos:
Malanje – Estação 6: cerca de 1,4 mil milhões de euros + 39,2 milhões para fiscalização
Kuito – Estação 5: mais de 1 mil milhão de euros + 28,4 milhões para fiscalização
Estação 5 – Menongue: acima de 1 mil milhão de euros + 29,8 milhões para fiscalização
Coordenação técnica e engenharia: 93,9 milhões de euros
A execução será liderada pelo Ministério dos Transportes, que terá a responsabilidade de validar os procedimentos, celebrar e assinar os contratos.
POR QUE ESTE PROJECTO É ESTRATÉGICO?
A nova linha ferroviária não é apenas uma obra de infra-estrutura — é uma aposta directa no futuro do país. A ligação entre estas três regiões promete:
Facilitar o transporte de pessoas e bens
Reduzir custos logísticos
Estimular o comércio interno
Promover o crescimento económico regional
Inserido no Programa de Requalificação das províncias abrangidas, o projecto poderá transformar significativamente a mobilidade e criar novas oportunidades de desenvolvimento.
BL NEWS continua a acompanhar de perto os grandes investimentos que moldam o futuro de Angola — porque desenvolvimento também é informação em tempo real.

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