FAN AFASTA CERCA DE 180 MILITARES APÓS RECRUTAMENTO E AFECTADOS PEDEM JUSTIÇA
FAN AFASTA CERCA DE 180 MILITARES APÓS RECRUTAMENTO E AFECTADOS PEDEM JUSTIÇA
Cerca de 180 militares, de ambos os sexos, denunciam ter sido afastados de forma considerada injusta da Força Aérea Nacional (FAN), após terem sido licenciados à disponibilidade através da Ordem nº 03/20, datada de 20 de Janeiro de 2020. Os afectados afirmam que a decisão ocorreu antes mesmo de completarem os três anos exigidos pelo Serviço Militar Obrigatório (SMO), situação que consideram desrespeitosa e contrária ao espírito de serviço à pátria.
De acordo com um documento a que o BL NEWS teve acesso, os efectivos foram recrutados na província da Lunda-Sul, concretamente na cidade de Saurimo, tendo recebido formação no Centro de Instrução de Tropas da Força Aérea (CITFAN).
Segundo os militares, após seis meses de recruta marcados por disciplina, sacrifício e dedicação, cumpriram o tradicional Juramento à Bandeira e iniciaram o curso de especialização, que teria a duração prevista de três meses.
No entanto, relatam que quando faltavam apenas dois dias para a conclusão da formação especializada, receberam uma notícia inesperada durante uma formatura: estavam a ser licenciados à disponibilidade por alegada redução de pessoal.
“Sem nenhuma explicação clara, nenhuma consideração pelo nosso esforço e dedicação. Fomos simplesmente descartados, como se fôssemos peças sem valor”, lamentam os militares.
Os afectados afirmam que já passaram por diversas instituições do Estado em busca de uma solução para o chamado “caso 180”, incluindo o Ministério da Defesa, a Assembleia Nacional, a Procuradoria das Forças Armadas Angolanas (FAA), a Inspecção-Geral das FAA, o Conselho Superior de Disciplina Militar e o Estado-Maior General.
Apesar das diligências feitas ao longo de mais de sete anos, os militares dizem que continuam sem resposta definitiva e aguardam uma solução legal que permita o seu enquadramento nas fileiras das FAA, particularmente no ramo da Força Aérea Nacional.
Os antigos efectivos apelam às autoridades competentes para que analisem o caso com sensibilidade e justiça, sublinhando que não pretendem transformar a frustração em revolta.
“Queremos apenas servir o país com dignidade, respeito e justiça, e acima de tudo continuar a amar e defender a pátria”, afirmam.
O grupo espera que as entidades competentes avaliem o processo à luz da Lei Militar, defendendo que o militar, sendo também cidadão, deve ter os seus direitos respeitados tanto no plano militar como no civil.
BL NEWS continuará a acompanhar o desenvolvimento deste caso.


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