SIC desmantela rede internacional de exploração sexual em Luanda e detém 14 suspeitos


Uma operação conduzida pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC) resultou no desmantelamento de uma rede organizada de exploração sexual que atuava no município de Viana, em Luanda, culminando com a detenção de 14 suspeitos e o resgate de 12 mulheres de nacionalidade vietnamita.

Segundo informações oficiais divulgadas pelas autoridades, entre os detidos constam 11 cidadãos vietnamitas, dois chineses e um angolano, este último efetivo da Polícia Nacional de Angola. Os suspeitos são acusados de envolvimento em associação criminosa, tráfico ilícito de pessoas e exploração sexual.

De acordo com o SIC, a rede recrutava jovens mulheres no Vietname com falsas promessas de emprego em Angola, mas, após a chegada ao país, os seus passaportes eram retidos, deixando-as vulneráveis e submetidas à exploração em estabelecimentos noturnos localizados no bairro Cidade da China, em Viana.

As vítimas, com idades entre 18 e 34 anos, entraram no território nacional com vistos de turismo e permaneciam no país há vários meses. Conforme a investigação, recebiam valores entre 400 mil e 700 mil kwanzas, dependendo da atividade exercida, num esquema controlado pela rede criminosa.

Durante a operação, as autoridades apreenderam valores monetários em kwanzas, dólares norte-americanos, yuan e dong, além de diversos meios utilizados na prática da atividade ilícita. 

Os 14 suspeitos já foram encaminhados ao Ministério Público para os trâmites legais, enquanto as investigações continuam com o objetivo de identificar possíveis ramificações nacionais e internacionais do grupo.

Este é o segundo caso de exploração sexual de mulheres estrangeiras divulgado este mês pelas autoridades angolanas. No primeiro episódio, também ocorrido em Viana, foram resgatadas 20 mulheres estrangeiras, entre vietnamitas, chinesas, cambojanas e marroquinas.

As autoridades reforçam que continuam a intensificar ações contra redes de tráfico humano e exploração sexual, crimes que representam grave ameaça à dignidade humana e à segurança pública.

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