"Para alcançar a paz, às vezes é preciso enfrentar a guerra”, defende Délcar Gama
No âmbito das celebrações do Dia da Paz em Angola, o politólogo angolano Délcar Gama volta a marcar o debate público com uma reflexão profunda e provocadora sobre os caminhos que conduziram o país à paz.
No seu mais recente artigo de opinião, intitulado “4 de Abril, 26 Anos de Paz: Do Luena Rumo ao Desenvolvimento”, o analista apresenta uma tese que tem gerado reações:
“Há uma verdade desconfortável que esta data exige dizer. Por vezes, para alcançar a paz, é necessário fazer a guerra.”
Longe de ser uma apologia da violência, Délcar Gama contextualiza a sua posição à luz da história de Angola, sublinhando que, em determinados momentos, o conflito armado foi visto como inevitável perante adversários que, segundo o autor, utilizavam as negociações como extensão estratégica do campo de batalha.
O artigo revisita ainda os marcos decisivos da guerra civil angolana, destacando o papel de figuras incontornáveis como José Eduardo dos Santos e Jonas Savimbi, cujas lideranças influenciaram diretamente o rumo e o desfecho de um dos conflitos mais longos do continente africano.
Ao assinalar mais de duas décadas de paz, a reflexão de Délcar Gama surge como um convite à análise crítica do passado, mas também à responsabilidade coletiva na construção de um futuro mais estável e desenvolvido.
Num momento de memória nacional, o politólogo lembra que a paz não deve ser apenas celebrada — deve ser compreendida, protegida e continuamente fortalecida.
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